Alemanha 1-2 Japão
Um duelo entre duas das melhores seleções dos seus respetivos
continentes é sempre prometedor.
A Alemanha entrou tomando a iniciativa de jogo, como seria
de esperar. No entanto, sem conseguir progredir no terreno e causar perigo. A
pressão intensa sobre o portador da bola e as linhas japonesas muito
organizadas, impediam a Alemanha de conseguir construir pelo centro do terreno,
obrigando-os a procurar muito o jogo exterior e algumas tentativas de bolas
longas. David Raum - o lateral esquerdo
alemão – mostrava-se muito projetado no terreno e oferecendo grande largura.
A primeira ameaça do jogo surgiu através do Japão, aos 7
minutos de jogo, com uma excelente recuperação de bola de Daichi Kamada, lançando-se um contra-ataque rapidíssimo por parte de Junya Ito,
que consegue assistir Daizen Maeda, no centro da área, para encostar para o golo!
Infelizmente para os nipónicos, o lance foi anulado por fora de jogo.
Só aos 16 minutos a Alemanha conseguiu criar uma oportunidade
digna desse nome, com Antonio Rüdiger a cabecear pouco ao lado da baliza, na
sequência de um pontapé de canto.
A partir do vigésimo minuto de jogo, a Alemanha começa a
conseguir encontrar a receita para jogar mais entre linhas e para progredir através
do centro do terreno.
É assim que, aos 21 minutos, a Alemanha consegue finalmente
criar a sua primeira oportunidade pelo corredor central, através de uma jogada
rápida que termina com Joshua Kimmich a rematar muito forte à entrada da área.
Uma boa defesa do guardião japonês evita o golo.
Os alemães cresciam e conseguiam empurrar mais o Japão para a
sua área, tentando ameaçar através de remates à distância.
Aos 32 minutos, Kimmich aproveita um raro momento de maior desorganização japonesa e faz um grande passe para Raum, totalmente sozinho no lado esquerdo e no interior da área japonesa. Este acaba derrubado por Shuichi Gonda, numa ação que parece desnecessária por parte do guardião nipónico. İlkay Gündoğan não perdoa e faz o 1-0 para a Alemanha.
A formação asiática tentava reagir. Naturalmente, com a pressão e rigor
japoneses mais desvanecidos nesta fase, encontrava-se mais espaço no relvado e via-se um jogo mais repartido e sem grandes oportunidades.
Só aos 45 minutos volta a aparecer uma oportunidade digna de
registo, com Jamal Musiala a disparar fora da área, mas por cima do alvo.
Já nos descontos no primeiro tempo, Kimmich remata de novo à entrada da área,
para uma boa defesa de Gonda. A bola sobra para Sèrge Gnabry, que assiste Kai Havertz para
golo, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
Do lado do Japão, Maeda ainda tentou cabecear para o golo em resposta a um bom cruzamento, mas os japoneses foram mesmo a perder para intervalo.
Os nipónicos tentavam assumir mais o jogo na segunda parte e
ferir o adversário com ataques rápidos, apesar de ainda terem visto Gnabry,
recebendo na direita, tentar um remate cruzado que ainda beija a parte superior
da trave e, aos 47 minutos, Musiala a evitar
quase toda a defesa japonesa dentro da sua área antes de rematar por cima.
Num jogo ainda partido, aos 60 minutos, Gündoğan recebeu um passe no centro do terreno e rematou a bola rasteira, no limite interior da grande área. Só o poste salvou o Japão!
Os ataques rápidos do Japão não se traduziam em grande
perigo, mas a Alemanha também não o conseguia fazer... até ao minuto 70. Primeiro,
Kimmich pica a bola sobre a defesa japonesa, para a desmarcação de Gnabry,
que amortece para trás, para o remate de Jonas Hofmann contra o guarda-redes do Japão.
Na sequência do lance, Rüdiger surge no vértice da grande área rematando cruzado para nova defesa - para a frente - de Gonda. Sakai permite que Musiala fique
com a bola e a entregue a Raum, na esquerda, que cruza para o centro da área.
Gnabry cabeceia então como mandam as leias, apontando rente ao poste direito, mas Gonda evita o
golo por mais uma ocasião. Quatro boas oportunidades de rajada para a Alemanha!
Ao minuto 73, foi a vez do Japão desperdiçar uma excelente
dupla oportunidade. Wataru Endo pica a bola para a área alemã, Ito recebe no peito e remata de primeira, vendo depois Manuel Neuer a conseguir lançar-se junto ao
relvado e a sacudir o esférico. A bola sobra para Sakai que, com Neuer
batido e a baliza à sua mercê, atira por cima da trave de forma inacreditável.
Dois minutos depois, o golo japonês aparece finalmente. Kaoru Mitoma desmarca Takumi Minamino, já
dentro da área, que remata cruzado para defesa incompleta de Neuer. A bola sobra
para Ritsu Doan, que finaliza para o fundo das redes!
A saída de Gündoğan - tinha sido substituído ao minuto 67 - contribuiu para retirar
à equipa alemã capacidade de organização e critério na condução para
o ataque, enquanto que o golo japonês pareceu ter reforçado os asiáticos com
mais alguma força anímica nas suas ações.
Aos 83 minutos, Takuna Asano recebe uma bola longa, vinda do
seu meio-campo, e progride em velocidade até rematar junto ao poste direito. Neuer
tentou fechar bem o ângulo, mas nem assim evitou a reviravolta para o Japão!
Restava ao Japão baixar as linhas e aguentar as investidas
alemãs. Leon Goretzka teve nos seus pés a melhorar oportunidade até ao final,
com um remate de primeira após um ressalto. A bola passou bem perto do poste
esquerdo, mas o resultado não mais se viria a alterar.
O marcador final estabelece-se em 2-1 para o Japão, num excelente jogo que
acaba a premiar a resiliência e disciplina dos samurais, e a castigar a falta
de assertividade alemã.
Principais destaques individuais
Alemanha
Destaques positivos:
İlkay Gündoğan
A capacidade para começar a
construir através do corredor central e criar mais perigo para a Alemanha, partiu essencialmente de Gundogan. Oferecia critério e ligação ao conjunto germânico, que ressentiu bastante a sua saída. Atirou também uma bola aos
poste e tentou alguns remates a longa distância.
Destaques negativos:
Nico Schlotterbeck
Fica muito mal na fotografia da
reviravolta do Japão. Reage muito tarde à bola longa, colocada nas suas costas, e
permite que Asano receba a bola, ganhe no duelo e atire para o golo.
Thomas Müller
Japão
Destaques positivos:
Takuma Asano
Concretizou a reviravolta japonesa, após o domínio
sublime de uma bola lançada a uma grande distância. Antes do golo, já havia
sido dos que mais ameaçavam com a sua mobilidade e tentativas de se isolar na
frente de ataque.
Junya Ito
Com a sua grande mobilidade na ala, foi dos mais irrequietos
e que mais procurava criar perigo ao longo de toda a partida. Também se mostrou
muito ativo nos melhores momentos de pressão coletiva dos japoneses.
Destaques negativos:
A equipa esteve globalmente bem e
compacta, sendo difícil apontar destaques negativos. Shuichi Gonda ofereceu o penalty
desnecessário que deu o primeiro golo à Alemanha, mas seria injusto nomeá-lo
por esse lance após tantas boas defesas efetuados ao longo do jogo.
O foco terá então de recair no falhanço de
Hiroki Sakai à boca da baliza, assim como noutras pequenas ações como, por
exemplo, o lance aos 71 minutos em que permite que Musiala tome a posse da bola, na origem do cabeceamento muito perigoso de Gnabry.






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