Inglaterra 6-2 Irão
Antes mesmo da partida começar, os jogadores iranianos
marcaram a sua posição contra os recentes acontecimentos no Irão, ao se
absterem de cantar o hino nacional.
Dentro do relvado, o jogo começou com uma Inglaterra a assumir o controlo e a equipa iraniana contida num bloco médio-baixo e a pressionar sobretudo no seu meio-campo.
A Inglaterra rondava timidamente a baliza persa, em sinal de
pronúncio, e chegaram a reclamar uma grande penalidade sobre Maguire logo aos 3
minutos.
Um choque entre o guarda-redes Alireza Beiranvand e o seu companheiro Majid Hosseini, aos 9 minutos, impôs uma longa paragem neste início de jogo, bem como a substituição do guardião iraniano.
A primeira grande oportunidade surgiu aos 30 minutos, por parte de Mason Mount, que fugiu ao seu marcador direto e recebeu, na área, um passe lateral de Bukayo Saka, disparando ao lado.
Três minutos depois, Harry Maguire cabeceia a bola violentamente contra a barra, na sequência de um pontapé de canto. Grande oportunidade!
Apenas dois minutos depois, Jude Bellingham inaugurava então
o marcador, de forma mais que esperada. Respondendo a um excelente cruzamento
de Luke Shaw, cabeceou, do centro da área, para o fundo das redes iranianas.
A Inglaterra dominava e fazia recurso de uma grande mobilidade no ataque, assencialmente através de Raheem Sterling, Harry Kane e Mount. Jogadas rápidas e simples, muitas vezes ao primeiro toque, avizinhavam mais estragos. Mount era o principal dinamizador até esta fase do jogo, com Shaw bastante projetado no terreno e Declan Rice a assumir-se bastante clarividente como o pêndulo da equipa e comandando os jogadores em seu redor.
O
Irão, por sua vez, não conseguia provocar qualquer mossa, nem assumir posse de
bola.
O 2-0 surgiu aos 43 minutos por Saka, que, de primeira, fez
um grande remate ao canto superior direito da baliza, após a bola ressaltar para
a sua frente a toque de Maguire.
O terceiro para a Inglaterra veio ao minuto 46, depois de
mais uma incursão de Harry Kane a terrenos mais recuados, onde recupera a bola,
progride na zona lateral e assiste Sterling na área, que, entre dois defesas
iranianos, desvia a bola para a baliza.
As três substituições ao intervalo mostram bem a insatisfação de Carlos Queiroz com a exibição da sua equipa na primeira parte. Os iranianos pareciam ter recuperado um pouco de motivação no descanso e conseguiam respirar um pouco melhor, apesar do domínio continuar claramente inglês e de não haver grandes oportunidades para nenhum dos lados.
É então aos 62 minutos que Saka marca o 4-0 e volta a
eletrizar o jogo, depois de conduzir à vontade a bola para um zona mais central
da área e finalizar com o seu pé esquerdo. Total passividade de todos os
jogadores iranianos envolvidos no lance.
Marcus Rashford entrou na seleção inglesa aos 70 minutos - juntamente com Jack Grealish, Phil Phoden e Eric Dier – e precisou apenas de um minuto para receber a bola na frente – vinda de Harry Kane –, conduzi-la, retirar muito tranquilamente Hosseini da jogada com um toque subtil para o interior da área, e adicionar mais um golo no contador. Enorme facilidade.
O quinto golo, bem como a entrada de vários jogadores ingleses pujantes e frescos, vieram acentuar ainda mais a diferença de ritmo entre as duas equipas e o total descalabro da formação iraniana, especialmente na sua estratégia defensiva. Todas as ações ofensivas tornavam-se demasiado simples para a formação britânica, bastando acelerar o jogo em progressão individual e com jogadas coletivas simples e diretas.
Foi assim que chegou o 6-1, aos 90 minutos. Callum Wilson persegue a bola lançada em profundidade após uma jogada desenhada desde a defesa e sempre efetuada ao primeiro toque - passando por Stones, Rashford e Bellingham-, avança a alta velocidade, e assiste Grealish, no centro da área, para concretizar.
O Irão ainda procurou alguma redenção nos últimos minutos.
Primeiro, com um remate estrondoso de Sardar Azmoun à trave inglesa. Depois,
numa grande penalidade cometida por Stones ao derrubar um adversário numa
disputa confusa no meio da área. Taremi não desperdiçou e reduziu o marcador com
classe.
O resultado final estabeleceu-se em 6-2, num autêntico passeio para a equipa
inglesa, que nem teve de suar muito para aplicar uma goleada de respeito.
Esperava-se bastante mais do Irão.
Principais destaques individuais
Inglaterra
Destaques positivos:
Bukayo Saka
Pelos dois golos de
excelente execução – sobretudo o primeiro- , Saka teria de ser, inevitavelmente, um
dos destaques deste jogo.
Jude Bellingham
Destacar mais um nome inglês não é fácil,
já que muitos jogadores se apresentaram a grande e semelhante nível. Jude
Bellingham foi dos mais clarividentes e regulares durante toda a partida e,
além de ter participado na excelente jogada do sexto golo inglês, conseguiu
também inscrever o seu nome na lista de marcadores. Portanto, a escolha recai
sobre ele.
Destaques negativos:
Face a esta exibição coletiva inglesa,
torna-se quase um pecado destacar alguém negativamente. Todos cumpriram. No
entanto, a escolher alguém, seria então John Stones. Além de ter sido ele a
cometer o penalty, não conseguiu evitar o remate de Taremi no primeiro golo do
Irão.
Irão
Destaques positivos:
Mehdi Taremi
Mehdi Taremi é o mais-que-óbvio
destaque do lado dos persas. Essencialmente pelos seus dois golos, mas também
pela disponibilidade demonstrada para recuar e ajudar a defender na primeira
parte.
Destaques negativos:
Roozbeh Cheshmi
Toda a defesa poderia estar incluída. O
mesmo se poderá dizer do "invisível" meio-campo, que nem conseguiu conter os
ingleses, nem transportar o Irão para o ataque. Dito isto, a primeira escolha
recai sobre Roozbeh Cheshmi. No lance do terceiro golo, Cheshmi personifica
perfeitamente o descalabro do coletivo iraniano, com falhas no desarme, na
antecipação, na recuperação e no posicionamento. Tudo numa única jogada. Não foi por
acaso que foi um dos substituídos por Carlos Queiroz ao intervalo.
Majid Hosseini
Majid Hosseini é o segundo destaque negativo, como poderiam
ter sido tantos outros iranianos. Porém, Hosseini aparece envolvido diretamente
em metade dos lances de golo ingleses, o que acaba sempre por saltar à vista.






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