segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Inglaterra 6-2 Irão

 



 Antes mesmo da partida começar, os jogadores iranianos marcaram a sua posição contra os recentes acontecimentos no Irão, ao se absterem de cantar o hino nacional.

 

 Dentro do relvado, o jogo começou com uma Inglaterra a assumir o controlo e a equipa iraniana contida num bloco médio-baixo e a pressionar sobretudo no seu meio-campo.

 A Inglaterra rondava timidamente a baliza persa, em sinal de pronúncio, e chegaram a reclamar uma grande penalidade sobre Maguire logo aos 3 minutos.


 Um choque entre o guarda-redes Alireza Beiranvand e o seu companheiro Majid Hosseini, aos 9 minutos, impôs uma longa paragem neste início de jogo, bem como a substituição do guardião iraniano.

 Após o reatamento, seguiu-se a confirmação de um festival de boas oportunidades e golos dos britânicos.

 

 A primeira grande oportunidade surgiu aos 30 minutos, por parte de Mason Mount, que fugiu ao seu marcador direto e recebeu, na área, um passe lateral de Bukayo Saka, disparando ao lado. 

 Três minutos depois, Harry Maguire cabeceia a bola violentamente contra a barra, na sequência de um pontapé de canto. Grande oportunidade! 

 Apenas dois minutos depois, Jude Bellingham inaugurava então o marcador, de forma mais que esperada. Respondendo a um excelente cruzamento de Luke Shaw, cabeceou, do centro da área, para o fundo das redes iranianas.

 

 A Inglaterra dominava e fazia recurso de uma grande mobilidade no ataque, assencialmente através de Raheem Sterling, Harry Kane e Mount. Jogadas rápidas e simples, muitas vezes ao primeiro toque, avizinhavam mais estragos. Mount era o principal dinamizador até esta fase do jogo, com Shaw bastante projetado no terreno e Declan Rice a assumir-se bastante clarividente como o pêndulo da equipa e comandando os jogadores em seu redor. 

 O Irão, por sua vez, não conseguia provocar qualquer mossa, nem assumir posse de bola.

 

 O 2-0 surgiu aos 43 minutos por Saka, que, de primeira, fez um grande remate ao canto superior direito da baliza, após a bola ressaltar para a sua frente a toque de Maguire.

 

 O terceiro para a Inglaterra veio ao minuto 46, depois de mais uma incursão de Harry Kane a terrenos mais recuados, onde recupera a bola, progride na zona lateral e assiste Sterling na área, que, entre dois defesas iranianos, desvia a bola para a baliza.

 O resultado dilatado no marcador deixou a Inglaterra a jogar mais em posse, assistindo-se a um Irão aparentemente já resignado, sem capacidade de pressão.  Iam para o intervalo depois de sofrer dois golos de rajada.

 

 As três substituições ao intervalo mostram bem a insatisfação de Carlos Queiroz com a exibição da sua equipa na primeira parte. Os iranianos pareciam ter recuperado um pouco de motivação no descanso e conseguiam respirar um pouco melhor, apesar do domínio continuar claramente inglês e de não haver grandes oportunidades para nenhum dos lados.

 

 É então aos 62 minutos que Saka marca o 4-0 e volta a eletrizar o jogo, depois de conduzir à vontade a bola para um zona mais central da área e finalizar com o seu pé esquerdo. Total passividade de todos os jogadores iranianos envolvidos no lance.

 Três minutos depois, Taremi consegue finalmente desmarcar-se entre o centrais ingleses, após um excelente passe de Ali Gholizadeh, e remata fulminantemente para o golo, com a bola a bater ainda na barra antes de entrar.

 

 Marcus Rashford entrou na seleção inglesa aos 70 minutos - juntamente com Jack Grealish, Phil Phoden e Eric Dier – e precisou apenas de um minuto para receber a bola na frente – vinda de Harry Kane –, conduzi-la, retirar muito tranquilamente  Hosseini da jogada com um toque subtil para o interior da área, e adicionar mais um golo no contador. Enorme facilidade.

 O quinto golo, bem como a entrada de vários jogadores ingleses pujantes e frescos, vieram acentuar ainda mais a diferença de ritmo entre as duas equipas e o total descalabro da formação iraniana, especialmente na sua estratégia defensiva. Todas as ações ofensivas tornavam-se demasiado simples para a formação britânica, bastando acelerar o jogo em progressão individual e com jogadas coletivas simples e diretas.

 Foi assim que chegou o 6-1, aos 90 minutos. Callum Wilson persegue a bola lançada em profundidade após uma jogada desenhada desde a defesa e sempre efetuada ao primeiro toque - passando por Stones, Rashford e Bellingham-,  avança a alta velocidade, e assiste Grealish, no centro da área, para concretizar.

 

 O Irão ainda procurou alguma redenção nos últimos minutos. Primeiro, com um remate estrondoso de Sardar Azmoun à trave inglesa. Depois, numa grande penalidade cometida por Stones ao derrubar um adversário numa disputa confusa no meio da área. Taremi não desperdiçou e reduziu o marcador com classe.

 

 O resultado final estabeleceu-se em 6-2, num autêntico passeio para a equipa inglesa, que nem teve de suar muito para aplicar uma goleada de respeito. Esperava-se bastante mais do Irão.

 




Principais destaques individuais

 

Inglaterra


Destaques positivos: 


Bukayo Saka


 Pelos dois golos de excelente execução – sobretudo o primeiro- , Saka teria de ser, inevitavelmente, um dos destaques deste jogo.

 

Jude Bellingham


 Destacar mais um nome inglês não é fácil, já que muitos jogadores se apresentaram a grande e semelhante nível. Jude Bellingham foi dos mais clarividentes e regulares durante toda a partida e, além de ter participado na excelente jogada do sexto golo inglês, conseguiu também inscrever o seu nome na lista de marcadores. Portanto, a escolha recai sobre ele.

 

Destaques negativos:

 Face a esta exibição coletiva inglesa, torna-se quase um pecado destacar alguém negativamente. Todos cumpriram. No entanto, a escolher alguém, seria então John Stones. Além de ter sido ele a cometer o penalty, não conseguiu evitar o remate de Taremi no primeiro golo do Irão.

 

 

Irão


Destaques positivos: 


Mehdi Taremi


 Mehdi Taremi é o mais-que-óbvio destaque do lado dos persas. Essencialmente pelos seus dois golos, mas também pela disponibilidade demonstrada para recuar e ajudar a defender na primeira parte.

 

Destaques negativos: 


Roozbeh Cheshmi


 Toda a defesa poderia estar incluída. O mesmo se poderá dizer do "invisível" meio-campo, que nem conseguiu conter os ingleses, nem transportar o Irão para o ataque. Dito isto, a primeira escolha recai sobre Roozbeh Cheshmi. No lance do terceiro golo, Cheshmi personifica perfeitamente o descalabro do coletivo iraniano, com falhas no desarme, na antecipação, na recuperação e no posicionamento. Tudo numa única jogada. Não foi por acaso que foi um dos substituídos por Carlos Queiroz ao intervalo.


Majid Hosseini 


 Majid Hosseini é o segundo destaque negativo, como poderiam ter sido tantos outros iranianos. Porém, Hosseini aparece envolvido diretamente em metade dos lances de golo ingleses, o que acaba sempre por saltar à vista.



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